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8/15/2005 Pablo NerudaNão te amo como se fosse rosa do sal, topázio ou flecha de cravos que propagam o fogo: te amo como se amam certas coisas obscuras, secretamente, entre a sombra e a alma. Te amo como a planta que não floresce e leva dentro de si, oculta, a luz daquelas flores, e graças a teu amor vive escuro em meu corpo o apertado aroma que ascendeu da terra. Te amo sem saber como, nem quando, nem onde, te amo diretamente sem problemas nem orgulho: assim te amo porque não sei amar de outra maneira, senão assim deste modo em que não sou nem és tão perto que tua mão sobre meu peito é minha tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho. TrackbacksThe trackback URL for this entry is: http://luizfeliperiobranco.spaces.live.com/blog/cns!EE5A40E7A48583A2!458.trak Weblogs that reference this entry
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